quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Mensagem da Coordenação Nacional do Grito dos/as Excluídos/as 2016

Há 22 anos, o Grito dos/as Excluídos/as surgia nas ruas de todo o Brasil com o compromisso de fazer com que o povo pudesse livremente denunciar e reivindicar aquilo que mais lhe faltava ou atingia. Historicamente estamos ligados às demandas populares. Em nossa trajetória, o questionamento ao papel do Estado sempre foi presente. Afinal, o que o Estado tem feito diante de tantas desigualdades e exclusão social? As respostas têm sido dadas nas ruas, pelo próprio povo.

Neste ano de 2016, assistimos a um capítulo triste ,  indignante e  revoltante da história do país. Como articulação e processo que é, o Grito se multiplicou em milhares de gritos que ecoaram nas ruas e praças em cidades de 23 Estados e no Distrito Federal exigindo, em sua maioria, democracia e  justiça social.

Com o lema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!”, o Grito seguiu em consonância com o anseio do povo brasileiro e manteve a pluralidade que está em sua essência. Tivemos as milhares de pessoas que foram às ruas, no simbólico 7 de setembro, pedir o “Fora Temer” e tivemos outras milhares que gritaram por moradia, saúde, educação, contra o extermínio dos nossos jovens negros e pobres, contra a violência às mulheres, por saneamento básico, justiça para os povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, pelos atingidos e atingidas por grandes projetos, como as hidrelétricas, pelos direitos do povo imigrante. Enfim... uma manifestação plural ungida pelo clamor popular.

Enquanto nosso povo se sentir excluído, degradado e morto em sua dignidade, em sua cidadania, em sua sociedade que se diz democrática, o Grito dos/as Excluídos/as seguirá cada vez mais vivo denunciando a violência, a covardia do Estado e do sistema capitalista contra o povo e a nossa Casa Comum, a Terra! Igualmente seguirá anunciando as formas de resistência e organização que possibilitam dignidade humana, a inclusão social e a soberania popular.

E já que é um processo, essa luta não começa e termina apenas  no 7 de Setembro. Trata-se de  uma luta cotidiana, permanente. Nosso povo grita todos os dias, de várias formas, por Projeto Popular e um mundo justo. Que os ecos do Grito sigam sendo ouvidos ao longo dos dias que virão e que estejamos fortalecidos na luta para torná-los conquistas e promoção da “Vida em primeiro lugar sempre!”


Em luta e com ternura,
Coordenação Nacional do Grito dos/as Excluídos/as Brasil

São Paulo, 8 de setembro de 2016.

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Um outro mundo é possível. Um outro Brasil é necessário.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Campanha da CNBB e da Pastoral do Menor foi lançada ontem, em Brasília

“Dar oportunidade é proporcionar condições para que mal não aconteça”, afirma dom Fechio 

Campanha da CNBB e da Pastoral do Menor foi lançada ontem, em Brasília
A Campanha "Dê Oportunidade. Faça diferente, ninguém nasce infrator" foi lançada nesta segunda-feira, dia 5, na sede da CNBB, em Brasília (DF). A iniciativa da Pastoral do Menor Nacional (Pamen) e da Conferência dos Bispos, que envolve outras 23 instituições, tem o objetivo de levar à sociedade um outro olhar sobre o adolescente que cometeu ato infracional. O bispo de Amparo (SP) e referencial da Pastoral, dom Luiz Gonzaga Fechio, ressaltou que “dar oportunidade não é apenas correr para aliviar as consequências de um grande mal cometido, mas proporcionar condições para que esse mal não aconteça”.
O evento de lançamento da Campanha Dê Oportunidade foi marcado pela presença de jovens e agentes da Pamen de todo o Brasil, que iniciaram a cerimônia com um momento de oração com cantos e leitura do Evangelho. Também estiveram presentes os representantes das diversas instituições que participam como parceiras da iniciativa.

Maioridade Penal

O bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, relacionou a proposta da Campanha com a tramitação e o debate de projetos que visam a diminuição da maioridade penal. “Diante da tentativa de diminuir a maioridade penal, a nossa campanha é muito importante. Com a redução, nós não estamos diminuindo uma idade, uma cronologia, nós estamos diminuindo oportunidades, a participação livre desses nossos irmãos e irmãs. Diminuir a maioridade penal é poder dar chance a tantos abusos”, sublinhou. Dom Leonardo ainda enfatizou que “com a diminuição da maioridade penal, há princípios fundamentais da maturação humana colocados em cheque”.

Oportunidade

Dom Luiz Gonzaga Fechio disse que a campanha é uma denúncia e um apelo. “A campanha 'Dê oportunidade' denuncia um hábito, um costume arraigado na nossa cultura, de rapidamente as pessoas se darem o direito de fazerem um diagnóstico e atribuir, não apenas um juízo, mas às vezes uma sentença de condenação”, falou.
O bispo explicou que antes de pensar em uma punição a campanha evidencia que a criança e o adolescente precisam de oportunidade. “E se for o caso de punição, que aconteça nos moldes das medidas socioeducativas”, afirmou.
Dom Fechio mencionou, ainda, o fato de a campanha da Pastoral do Menor Nacional ser realizada durante o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.  “É para exercitarmos a misericórdia, não só enquanto perdão, mas favorecimento de chances, de oportunidades, ocasiões propicias para a promoção da dignidade”, disse. 
Para o referencial da Pastoral, as oportunidades acontecem não só com boa vontade, mas “com condições favoráveis que em grande parte dependem da família, e de modo especial da política”.  

Objetivo

A Campanha da Pastoral do Menor, da CNBB e outras 23 entidades, como a Pastoral Carcerária, Pastoral da Juventude, Cáritas Brasileira e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), querem informar, esclarecer e sensibilizar a sociedade sobre o significado humano, social e político das Medidas Socioeducativas (MSE) para a vida da sociedade e dos adolescentes autores de atos infracionais. Outra intenção é pautar os governos e executores das políticas públicas e todos os atores dos Sistema de Garantia dos Direitos sobre as necessidade de fortalecimento a aprimoramento do Sistema Socioeducativo (Sinase). A campanha também divulgará as práticas exitosas na efetivação das MSE nos projetos da Pastoral do Menor e nos de seus parceiros.
“Queremos arregaçar as nossas mangas, fazer debates, levar para os diversos ambientes esse debate e reflexão. Essa Campanha, certamente, vai nos despertar mais para a necessidade da implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, disse dom Leonardo Steiner.
O coordenador nacional da Pastoral do Menor, André Franzini, falou das ações e a articulação das atividades nos estados, além da criação de uma metodologia para os trabalhos junto com os parceiros e instâncias regionais.
Para Franzini, não é preciso somente melhorar as medidas socioeducativas que atendem aos jovens infratores, “mas estabelecer um profundo processo de humanização das pessoas”. Ele também destacou que é preciso “pautar a melhoria das políticas públicas para que as pessoas vivam e ressignifiquem suas vidas a partir da humanização”.
Presente no evento, o bispo de Caxias (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, dom Vilsom Basso, ressaltou a parceria das Pastorais Juvenis na Campanha. “De fato, como costumo dizer aos jovens, estamos juntos nesta Campanha proativa, positiva, humanizadora”. Dom Vilsom lembrou do envolvimento de quase meio milhão de jovens na página dos Jovens Conectados no Facebook.

Materiais

A coordenadora da Pamen na região Norte, Francelina Araújo, apresentou os materiais preparados para a Campanha. Antes de discorrer sobre cada subsídio, comentou sobre cinco fotos mostradas pelo coordenador nacional, André Franzini, que retratavam uma realidade enfrentada por menores nas unidades de internação. “A gente não quer mais ver os meninos sendo torturados, quer que de fato tenham uma oportunidade e consigam ressiginificar seu projeto de vida”, disse.
Francelina explicou a logomarca utilizada na campanha. Um quebra-cabeça sugere a reconstrução da vida dos adolescentes e tem a representação das cores das regiões brasileiras.
O material impresso, que deve colaborar com a realização de oficinas, rodas de conversas, seminários e audiências públicas é composto por três cartilhas: metodológica, de experiências exitosas e de bolso.
De acordo com Francelina, a cartilha metodológica será um suporte para oficinas argumentativas. O material possui artigos sobre a responsabilização do adolescente, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e o Sistema Único de Assistência Social (Suas), o fluxo de atendimento de jovens infratores e sobre as políticas sociais e preventivas. O subsídio ainda apresenta sugestão de dinâmicas para a realização de oficinas. 
A segunda cartilha é reservada para testemunhos e relatos de experiências exitosas na efetivação das medidas socioeducativas nos diversos projetos que a Pamen está envolvida.
Voltada para adolescentes e jovens, a cartilha de bolso oferece informações básicas sobre as medidas socioeducativas, os direitos das crianças e adolescentes.

Palavra dos jovens

Cinco jovens envolvidos nos diversos trabalhos da Pastoral do Menor, nas quatro áreas de atuação - atendimento a crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social; adolescente autor(a) de ato infracional; famílias de crianças e adolescentes; e na busca por políticas públicas de promoção e defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes – compartilharam experiências e impressões sobre a Campanha.
Representando a região Norte, Thamilles Franco falou sobre a participação dos adolescentes e das experiências de oportunidades em sua região. “Sabemos a importância e a essencialidade da presença e participação das crianças e adolescentes nos espaços de construção”, disse, lembrando dos grêmios estudantis e conselhos municipais e estaduais. Considerando as crianças e os adolescentes como sujeitos e protagonistas de suas histórias, Thamilles afirmou ser “difícil falar, fazer e elaborar algo referente à criança e ao adolescente sem ter a opinião dele, sem o ter participando”.
A adolescente citou o projeto “Ressignificando os caminhos através da socioeducação” como exemplo de oportunidade em seu estado, o Pará, por oferecer cursos e oficinas, além de trabalhar a assistência social, cultural e religiosa. 
Maria Gabriele Ferreira, do estado do Rio Grande do Norte, falou pela região Nordeste. Sua intervenção foi relacionada à importância da Campanha no protagonismo juvenil na sociedade. A adolescente considera que a campanha “tem por obrigação corrigir um erro social”, uma vez que no Brasil “é muito mais fácil jogar um adolescente na prisão do que educa-lo, puni-lo do que proporcionar uma educação melhor, uma saúde melhor, proporcionar oportunidades, projetos que incentivem ele a andar no caminho correto”. Maria Gabriele ainda relatou uma experiência de quando era reprimida ao falar sobre política por ser muita nova. “Eu prefiro ser uma jovem sábia a ser um adulto analfabeto político”, exclamou seguida de uma salva de palmas.
Representante da região Sul, Daniel Felipe Araitz, destacou como objetivo da Campanha “levar à sociedade que nenhuma criança, nenhum adolescente nasce infrator”. Falando sobre a redução da maioridade penal, recitou um poema de Fábio Brazza sobre o tema, cujos primeiros versos denunciam: “É uma pena, querem aumentar a pena e diminuir a idade / Como se isso fosse diminuir a criminalidade / Mas isso só diminui a nossa sociedade”.
Do Centro Oeste, Giovana Leite contou que acredita na Campanha, pois conhece jovens que eram desacreditados e que conseguiram mudar sua realidade por meio dos projetos realizados em Campo Grande (MS). “Se reduzirem a maioridade penal muitos adolescentes não vão ter a oportunidade de mudar”, afirmou lembrando dos debates em torno da redução da maioridade penal.
Diego Gonçalves, 20 anos, da região sudeste, contou sua experiência pessoal com as medidas socioeducativas. Após envolver-se com a criminalidade, teve uma série de idas e vindas da Fundação Casa, no estado de São Paulo, onde teve a oportunidade de estudar e fazer cursos profissionalizantes. Mas o então adolescente “jogou as oportunidades para o ar”. Ao completar a maioridade continuou envolvido com drogas e ficou preso por um ano e dois meses. Chocado com a realidade prisional, Diego lembrou das oportunidades perdidas quando menor e do trabalho da Pamen, que sempre fora oferecido. “Eu sou aquele filho pródigo. Na hora que eu voltei, a Pastoral do Menor estava de braços abertos para me acolher”, testemunhou.
A Campanha da Pamen é voltada para gestores de políticas públicas, sistema judiciário, conselhos de controle social e tutelares, educadores sociais, adolescentes, escolas, representantes de comunidades e movimentos sociais em geral. Os materiais estão disponíveis no site da Pastoral.
Nota do CONIC sobre a atual conjuntura

“Ai dos que chamam de bem o mal e de mal o bem.
Fazem da escuridão a luz e da luz a escuridão”. (Is 5.20)

A diretoria do CONIC, reunida nos dias 5 e 6 de setembro de 2016, manifesta-se em relação ao atual contexto social, político, religioso e econômico pelo qual passa o Brasil.

Desde março de 2014, no contexto de memória dos 50 anos do Golpe civil-militar, temos nos pronunciado publicamente e chamado a atenção para a fragilidade da democracia brasileira e dos riscos que isto representaria ao país.

Compreendemos que os últimos fatos ocorridos demonstraram, por si só, que nossa democracia é limitada e inconclusa.

Os anos de abertura democrática não lograram desmontar as estruturas geradoras de desigualdades.

Entendemos que a decisão do Senado brasileiro de confirmar o impedimento da presidente Dilma Rousseff repetiu as trajetórias recentes ocorridas no Paraguai e em Honduras, em que presidentes democraticamente eleitos foram depostos. As rupturas na democracia têm significado, em nosso continente, o aprofundamento de um modelo econômico baseado na concentração de renda e na exclusão social. Os únicos a ganharem com estas rupturas são as velhas elites que se apropriam dos recursos públicos e optam pela especulação financeira em detrimento da produção.

Dentre as várias medidas anunciadas, preocupa-nos, de forma especial, a PEC 241/2016, que congela os gastos públicos por 20 anos. Esta PEC limitará os recursos para a saúde e para a educação públicas, colocando em risco as conquistas alcançadas nos últimos anos.

Da mesma forma, expressamos nossa preocupação com a Reforma da Previdência, que prevê o aumento considerável da idade mínima para a aposentadoria. Estas decisões que afetam diretamente a vida das pessoas mais vulneráveis são tomadas sem um amplo debate com a sociedade.

A repressão recente nas mobilizações ocorridas em diferentes estados e a prisão de lideranças de movimentos sociais são medidas e posturas que repudiamos. A livre manifestação é um direito garantido por nossa Constituição. Não aceitamos que militantes e movimentos sociais sejam reprimidos e criminalizados.

Projetos Leis com conteúdos nada democráticos, como o Escola Sem Partido, somado ao banimento da perspectiva de gênero e ao aumento do fundamentalismo religioso, indicam para uma tendência ao obscurantismo. Afirmamos que é fundamental preservar as liberdades de expressão e religiosa. No entanto, percebe-se que há um risco destes princípios serem manipulados para impedir que seja questionada a violência sexista e racista.

Estamos às vésperas das eleições municipais. A conjuntura nacional precisa ser levada em consideração nos debates locais. É necessário que os e as candidatos/as às prefeituras e câmaras de vereadores sejam questionados em relação à sua compreensão de democracia. É importante que candidatos e candidatas expressem claramente o seu compromisso com os direitos humanos. Neste ano em que realizamos a Campanha da Fraternidade Ecumênica, conclamamos para que sejam promovidos debates sobre este tema e que candidatos e candidatas sejam desafiados a assumir o compromisso com um serviço de saneamento básico público e universal. A organização de Conselhos Municipais para a implementação e monitoramento dos Planos Municipais de Saneamento Básico é uma estratégia imprescindível para se evitar a privatização deste serviço e garantir que toda e qualquer parceria público privada desenvolvida para a implementação dos serviços de saneamento básico sejam definidas com a sociedade civil local. Outra questão a ser considerada no contexto das eleições municipais e estaduais é a natureza laica do estado brasileiro. Afirmamos que a laicidade precisa ser respeitada nas esferas federal, estadual e municipal. Essa é uma prerrogativa fundamental para o convívio entre diferentes religiões, para o respeito às pessoas que não professam uma religião e para a valorização da diversidade religiosa.

É tempo de refletir: Por que, quando imaginávamos que poderíamos dar passos mais ousados para o aprofundamento e a consolidação da democracia, reforçam-se movimentos que reivindicam a manutenção de antigos sistemas e velhas ordens?
Nossa certeza é que Deus caminha conosco, por isso existe esperança de um futuro (cf. Jr 31.17).

CONIC - Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Nesp inicia a campanha “Eleições 2016: #AcidadeÉprioridade”

O Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas e Arquidiocese de Belo Horizonte (Nesp) inicia neste 1º de setembro a campanha “Eleições 2016: #AcidadeÉprioridade”. Utilizando multiplataformas digitais, o Núcleo começa a disponibilizar em vários meios uma série de 20 vídeos sobre a participação política e as eleições deste ano.

Os vídeos, produzidos com múltiplas linguagens objetivando atingir públicos diversos, abordam três eixos temáticos: informação sobre o processo eleitoral deste ano; formação sobre cidadania e participação política e provocação à reflexão sobre vários temas, como o financiamento empresarial das campanhas, as eleições “eternas” no legislativo e executivo e o discurso enviesado acerca do combate à corrupção, muito utilizado em campanhas eleitorais.

O primeiro vídeo, de caráter informativo, já disponível no Facebook oficial do Nesp (facebook.com/nespnasredes) e no canal do Youtube (youtube.com/nespvideos) e aborda a função dos três poderes, questionando o eleitor sobre a pertinência da reeleição de candidatos ou a possibilidade de renovação dos mandatos nas Câmaras de Vereadores e Prefeituras Municipais.

A partir de hoje (01/09) os vídeos serão compartilhados no Facebook do Nesp ou poderão ser baixados diretamente no canal do  Nesp no Youtube. O canal da PUC Minas ( (facebook.com/pucminasoficial) e da PUC TV  Minas (facebook.com/puctvminas) também compartilharão os vídeos que serão divulgados, também, via whatsapp. 

Além dos vídeos, o Nesp está atualizando seu portal na Internet (www.pucminas.br/nesp) com uma série de novidades e maior funcionalidade para navegação.

Outras iniciativas do Núcleo na campanha “Eleições 2016: #AcidadeÉprioridade” são as atividades de assessoria e mobilização de grupos e coletivos que atuam na área sociopolítica, a participação na organização de debates e discussões com candidatos e o atendimento a demandas de grupos e coletivos de fé e política em parceria com o Vicariato para a Ação Social e Política e o Coletivo de Fé e Política, organismos ligados a Arquidiocese de Belo Horizonte.

Além das plataformas de exibição dos vídeos na Internet, algumas emissoras de TV aberta divulgarão o material produzido pelo Nesp. Até o momento já acertaram a parceria as TVs Horizonte, PUC TV, Assembleia e o Canal Futura.

Os vídeos, como já ocorrido nas eleições de 2012 e 2014, também serão divulgados pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Outras informações sobre as ações do Nesp nas eleições deste ano podem ser obtidas pelo e-mail: nesp@pucminas.br ou pelo telefone (31) 3319-4978 (horário comercial).



“Eleições 2016: A cidade é prioridade”

O Centro Loyola de BH em parceria com o Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC-Minas realiza no próximo sábado, dia 10/09, das 15h às 17h, um debate sobre o tema: “Eleições 2016: A cidade é prioridade”.

Os debatedores serão o professor da PUC-Minas, Claudemir Francisco Alves e o Assessor da Coordenadoria Eleitoral do Ministério Público, William de Almeida Martins.

Este debate faz parte da série “Diálogos: Igreja e Sociedade” promovidos pela Arquidiocese de Belo Horizonte/Vicariato de Ação Social e Política e que tem o objetivo de dialogar sobre temas contemporâneos atuais e importantes para o agir ético. Entrada Franca.
           
Mais informações pelo 3342-2847 ou pelo http://goo.gl/xthhDO

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Diálogos: Igreja e Sociedade - “Eleições 2016: A cidade é prioridade”

Assessoria: Claudemir Francisco Alves – PUC-MINAS / NESP
                      William de Almeida Martins - Assessor da Coord. Eleitoral do Ministério Público,

Dia: 10 de setembro, sábado, das 15h às 17h.


Local de realização:
Centro Loyola
Rua Sinval de Sá, 700 – Cidade Jardim – Belo Horizonte-MG.
Fone: (31) 3342-2847.

O Centro Loyola é uma obra da Companhia de Jesus (Jesuítas) que promove cursos, ciclos de palestras, grupos de reflexão, rodas de conversa, nas áreas de teologia, filosofia, literatura e espiritualidade.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Vejam programação completa do 3º Acampamento Nacional do Levante, de 5 a 9 de setembro, no Mineirinho, BH. 





De: Frederico Santana Rick <fredsantanarick@gmail.com>


Caros, 
Começa nessa segunda em BH, no Mineirinho, o terceiro Acampamento Nacional do Levante Popular da Juventude, com 7 mil jovens lutadores e lutadoras do povo. 

Precisam do nosso apoio, e na atual conjuntura, não consigo ver tarefa mais estratégica que a de fortalecer esse,  já, grande movimento popular nacional da juventude brasileira. 

A campanha do catarse só vai até segunda meia noite. Quem ainda não contribuiu e puder contribuir, vai ser ótimo. 




O projeto
Para o 3º Acampamento Nacional, estamos buscando garantir parte da alimentação do encontro, por isso é fundamental sua contribuição.
Para cada R$ 20 arrecadados, garantimos o café da manhã de 2 jovens durante os 5 dias de acampa.
FAÇA VOCÊ PARTE DESTE LEVANTE DA JUVENTUDE BRASILEIRA!
O Levante Popular da Juventude é um movimento social que organiza jovens por todo Brasil na luta pela conquista dos direitos da juventude e pela construção de um Projeto Popular. Nosso movimento está presente no campo, nas periferias das grandes cidades, nas universidades e em cada canto onde houver jovens lutando em defesa de uma sociedade justa.
Nosso movimento nasceu a partir da realização de encontros da juventude, de maneira que estes jovens pudessem se reunir para debater os problemas comuns que lhes afetam. Assim, no ano de 2012 realizamos nosso 1º Acampamento Nacional, quando reunimos cerca de 1000 jovens na cidade de Santa Cruz do Sul/RS. Assim, sob o lema “JUVENTUDE QUE OUSA LUTAR, CONSTRÓI O PODER POPULAR!” lançamos para 17 estados brasileiros as sementes de onde brotariam as primeiras células do Levante.
Ciranda durante o 2º Acampa Nacional: juventude reunida em torno de um sonho comum
Entre 2012 e 2014 realizamos várias experiências de luta e organização, consolidando o Levante em diversos novos territórios, realizando anualmente diversos encontros estaduais. Esse processo de enraizamento culminou na realização, em abril de 2014, de nosso 2º Acampamento Nacional, na cidade de Cotia/SP, quando reunimos mais de 3000 jovens sob o lema “OUSAR LUTAR, ORGANIZANDO A JUVENTUDE PRO PROJETO POPULAR!”.

A importância dos encontros para a juventude
Todos estes encontros realizados pelo Levante são construídos de modo que a juventude se sinta responsável pelo seu acontecimento, ou seja, nosso método de trabalho prevê uma divisão de tarefas onde cada participante precisa contribuir na manutenção do encontro. Com isso, quebramos a tradicional hierarquia onde uns organizam e outros participam. Além de ser um espaço de formação política, trata-se de um ambiente pedagógico fundamental para a construção de uma sociedade baseada na coletividade, uma superação do individualismo que a cada dia aprisiona mais e mais pessoas.
Almoço durante o 2º Acampa Nacional, 2014: equipe de cozinha composta pelos próprios militantes

O 3º Acampamento Nacional
Entre os dias 5 e 9 de setembro de 2016, o Levante realizará na cidade de Belo Horizonte/MG, o seu 3º Acampamento Nacional. Neste encontro pretendemos reunir 7000 jovens de todos os estados brasileiros, do campo e da cidade, das periferias, universidades e escolas secundaristas, além de representantes de movimentos sociais de outros países. Será um importante momento para a juventude debater os desafios colocados pela complexa conjuntura brasileira, as alternativas existentes e principalmente aquelas a serem construídas. É, em sentido amplo, um encontro de formação política, mas também um momento de resgate da história de lutas dos povos latino-americanos, como forma de estímulo ao protagonismo dos jovens, um convite para a luta social organizada. Ainda, o Acampamento Nacional é a instância máxima de deliberação do Levante Popular da Juventude, onde são definidas as linhas de atuação e as bandeiras de luta prioritárias, além do aperfeiçoamento da forma organizativa.
Batucada popular: a agitação e a propaganda são marcas do Levante
É importante salientar que este encontro não é para nós apenas um evento, mas parte de um processo de formação constante de nosso movimento. Portanto, o acúmulo do Levante baseado no tripé ORGANIZAÇÃO – FORMAÇÃO – LUTAS servirá como base para a elaboração de um Programa para a Juventude, onde buscaremos explicitar nossa compreensão do que é ser jovem no Brasil e como lutar pela defesa e ampliação dos direitos deste segmento da sociedade.
Grito dos Excluídos em Belo Horizonte - 7 de setembro
Em Belo Horizonte, pastorais, movimentos sociais e entidades participam do 22º Grito dos Excluídos, no dia 7 de setembro.
Este ano, o evento traz o tema “Este sistema é insuportável: exclui, degrada, mata!”.
A organização pretende debater situações atuais do contexto brasileiro.
Programação:
9h - Concentração na Praça Raul Soares (Centro de Belo Horizonte)
Grito dos Excluídos
Um conjunto de manifestações realizadas no Dia da Pátria, 7 de setembro, que tem como objetivo chamar a atenção para as condições sociais no Brasil. Não é um movimento nem uma campanha, mas um espaço de participação livre e popular para os próprios excluídos e os movimentos e entidades que os defendem.
Mais informações: www.gritodosexcluidos.org.